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Criar uma imagem do disco com o Clonezilla

Neste pequeno tutorial, vamos ver como é simples criar uma imagem completa do disco usando o Clonezilla. Uma imagem do disco permite-nos gravar todo o disco, conforme o seu estado atual (ficheiros, partições, etc.) e por isso é ideal para restaurar o sistema completo no caso de uma catástrofe total no nosso sistema. Contudo, notem que uma imagem do disco não permite (leia-se, não permite de forma simples) aceder a ficheiros individuais da imagem, e por isso, torna-se útil fazer backups mais frequentes a pastas críticas.

Embora o Windows 7 tenha um utilitário do disco, que também tem a opção de criar imagens, ocorre um erro nalguns discos externos de maior capacidade (acima de 500 GB). Assim sendo, é necessário recorrer a outras ferramentas, neste caso, o Clonezilla.

Atenção: Este tutorial apenas segue um caso específico. É da vossa responsabilidade alterar as opções conforme a situação pretendida. Adicionalmente, não me responsabilizo por qualquer incorreção abaixo descrita, nem por qualquer perda de dados. Tenham sempre em atenção o que estão a fazer, e sigam atentamente as instruções apresentadas pelo software

Material necessário

  • CD do Clonezilla (para este tutorial, escolhi a versão estável alternative de 32 bits, porque funciona com base no Ubuntu, por uma questão de drivers proprietários). Usei a versão 20120127.
  • Disco rígido do qual queremos fazer cópia
  • Disco rígido externo Iomega (pode ser de qualquer marca, ou até interno, mas irei usar um disco Iomega de 1 TB para o efeito. O meu disco estava pré-formatado em NTFS)
  • Algum tempo livre disponível (pode chegar até uma manhã/tarde inteira) dependo da quantidade de dados a copiar

Obter o Clonezilla

Vão precisar de um CD vazio e de transferir a imagem do Clonezilla do site oficial: http://clonezilla.org/downloads.php . Existem diversas versões, entre as quais destaco a stable e a stable alternative. A diferença entre ambas é que a stable é baseada no Debian Linux e a stable alteranative é baseada no Ubuntu. Como o nome indica, ambas as versões são estáveis (testadas pelos programadores); a diferença reside no facto da stable conter apenas drivers de código aberto, enquanto que a versão baseada no stable alterantive contém também drivers de código fechado/proprietários. Para não arriscar incompatibilidade de drivers, escolhi para este tutorial a versão stable alternative.

Ambas têm aproximadamente 120 MB. Após a transferência de uma delas, gravem a imagem ISO para um CD vazio. Será esse o CD a partir do qual vamos fazer a imagem do disco inteiro.

Iniciar o Clonezilla para criar a imagem

Após a gravação do CD, coloquem-no na drive de CD's e desliguem o computador (o procedimento vai ser feito completamente à parte do sistema operativo que têm instalado). Liguem o computador e ele deve arrancar do CD, mostrando um ecrã de boas vindas.

Se em vez disto vos aparecer o vosso sistema operativo, significa que o Clonezilla não arrancou do disco. Certifiquem-se que a drive de CD's é o primeiro dispositivo de arranque e tentem novamente.

Carreguem Enter para começar o programa. É pedido para escolher o idioma. Eu deixei em inglês, e é este caso que o tutorial vai focar, mas se sentirem à vontade, podem escolher português do Brasil. No ecrã seguinte, é pedido para escolherem o esquema do teclado. Mais uma vez, se se sentirem à vontade, pode procurar e escolher em português. APenas precisam de o fazer se tencionarem colocar no nome da imagem do disco caracteres especiais (acentos, caracteres cedilhados, …), caso contrário mantenham a opção definida (Don't touck keymap). Em seguida, escolham a opção Start Clonezilla para continuar.

No próximo ecrã, o Clonezilla oferece a possibilidade de trabalharmos com imagens ou copiar diretamente para outro disco. Vamos focar-nos no primeiro caso, mas se quiserem, o Pplware tem um bom tutorial para fazer uma cópia de disco para disco.

Na lista de opções do ecrã seguinte, devem escolher local_dev, para usar um dispositivo local, como uma pen USB ou um disco externo, no caso deste tutorial. Reparem que existem bastantes métodos, incluindo cópia para dispositivos remotos, mas não vamos abordar esses casos neste tutorial. Ao confirmarem, é pedido que introduzam o disco rígido externo. Introduzam-o e liguem-o à corrente, se ainda não o tiverem feito e, no caso do Iomega, aguardem o seu arranque. Depois desse tempo, confirmem que o ligaram e carreguem em Enter.

Se tudo correu bem, deve aparecer-vos uma lista com todos os discos detetados. Nesta fase, devem escolher o disco para o qual querem colocar a imagem do disco, isto é, o disco de destino, onde irá ser guardado o backup (será identificado futuramente como /home/partimag). Se usarem um disco Iomega, deve ser fácil identificá-lo na lista (quer pelo tamanho do disco, quer pelo nome, que contém a marca do fabricante).

Escolhido o disco, devem escolher a pasta na qual a imagem será guardada. A imagem é composta por uma pasta, na qual contém alguns ficheiros (informações sobre o disco, ficheiro da imagem propriamente dita, etc). Se escolherem a pasta “/ top”, será criada uma pasta (o nome é criado mais tarde) na raiz do disco, contendo todos os ficheiros da imagem criada. Se não estiverem seguros, escolham esta opção (podem sempre mover todo os ficheiros mais tarde, já dentro do vosso sistema operativo, se quiserem).

Para uma cópia de segurança baseada em imagem, com compressão e nome personalizado, podem escolher a opção “Beginner options”, também escolhida por mim para este tutorial.

No próximo ecrã, podem escolher se querem uma imagem de todo o disco, ou apenas de algumas partições. Se o vosso disco tem uma única partição, então devem escolher a opção “savedisk”. Para uma partição particular, escolham “saveparts” (não será abordada neste tutorial).

Estamos a chegar ao fim das configurações. Neste passo, devem escolher o disco que querem fazer backup, isto é, o disco de origem (do qual querem copiar). Para fazerem a seleção, desloquem-se ao disco que pretendem (se tiverem vários) e escolham-o, pressionando a barra de espaços no teclado. Deve aparecer um asterisco em frente ao nome, confirmando a seleção. Se tiverem dúvidas em relação ao nome, examinem os tamanhos dos discos e escolham o correto. Reparem que o disco onde vai ser guardado o backup não aparece, por isso não há risco de se enganarem se apenas tiverem um disco.

Como extra, podem ainda configurar uma verificação do disco de origem, para verificar por erros do sistema de ficheiros. Se fizeram isto recentemente com ferramentas do vosso sistema operativo (chkdisk, fschek, …), podem usar a opção “skip checking (…)”. Caso contrário, e se decidirem a fazê-lo, tenham em atenção que a cópia vai demorar mais um pouco.

Por fim, inicia-se a cópia de segurança. Eventualmente, devem ter de confirmar algumas ações, escrevendo 'y' (sem plicas), seguido de enter. A vossa cópia deve começar para o disco escolhido, sendo sempre dadas informações como a percentagem de conclusão da cópia, e a velocidade de escrita no disco. Para fins de estatística, fazer a cópia de um disco com aproximadamente 3 a 5 GB de dados, demorou aproximadamente 11 minutos a copiar e 5 minutos a verificar, com uma velocidade de +/- 325 Mb/min. Se tiverem vários GB de dados, a vossa cópia vai ser mais demorada (contudo, mais rápida em termos de velocidade, pois usei o Virtualbox para este tutorial)).

No fim do processo, se correr tudo bem, é-vos apresentada uma mensagem de conclusão. Escolham agora reiniciar o computador (não retirem ainda o disco externo, para ele ser devidamente encerrado) e confirmem no vosso sistema operativo que vos aparece uma pasta no vosso disco externo com alguns ficheiros. Todos os conteúdos dessa pasta pertencem à vossa cópia de segurança.